O PODER DA MÍDIA NA EDUCAÇÃO
Acredito que a
educação deve acontecer sedutoramente e não de forma científica sem figuras ou
cores. Podemos comparar uma criança de aproximadamente sete ou oito anos, por
exemplo, quando ela vai a uma estante de livros infantis, escolherá o que lhe
chamar mais atenção, seja pelo colorido da capa ou os desenhos das paginas
interiores e dirá: “se não tem desenhos não quero!”, é um teste bem exemplar
que nos vale de parâmetro para discutir a motivação pela educação. Portanto ainda
acho errado dizermos: “não se julga o livro pela capa”, ora em primeira
instância sim, o primeiro estímulo será a capa, a imagem e o título atraentes,
embora por razão nós passamos a ler a sinopse e os comentários a respeito, mas
o que primeiramente chamará a atenção sempre será a beleza.
No
livro de Rubem Alves: “entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação”, o
autor comenta muito a respeito da (des)estimulação à educação que há no nosso
país, fala sobre o grande poder que os líderes da mídia possuem e não usam de
forma sábia, conseguem vender qualquer coisa através de propaganda bonita, seja
isso prejudicial à saúde, ou inútil ao conhecimento. A mídia estimula o
individualismo do povo “Brilha mais quem tem mais”, quando deveria ser “Brilha
mais quem é mais”, mais culto, mais esclarecido, mais inteligente, e
logicamente quem possui estes atributos acaba não se encaixando no adjetivo
individualista, pois somente através da educação conseguimos alcançar a
sabedoria de ver que as coisas mudam quando o povo muda, a coletividade pensa
junto.
A
educação realmente é o “caminho das pedras”, é por onde conseguiremos mudar a
consciência do povo, mudar a realidade, acabar com a miséria e com o
individualismo. Nas escolas o conhecimento científico deve vir servido em prato
bem colorido, para que todos sejam seduzidos a aprender, a prática docente deve
ser revista... Kênya Belém
ISSO TE FAZ REFLETIR?